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Assessoria de Comunicação do SINDPREVRS

“Os direitos civis serão respeitados”, garante Chefe da Casa Civil em reunião com Quilombolas

O governo do Estado, através da Casa Civil e Secretaria de Segurança Pública, garantiu aos moradores do Quilombo Família Silva, no início da noite desta quarta-feira (08), que os direitos civis da comunidade serão preservados. “Já acionamos a Corregedoria da Brigada Militar, que está tomando todas as providências sobre as denúncias de abuso de autoridade. Os direitos civis serão respeitados”, disse o secretário Bercílio Silva, Chefe da Casa Civil, que esteve acompanhado do Secretário de Segurança, Edson Goularte, no Quilombo Família Silva, no bairro Três Figueiras.

 
Os moradores também ouviram da promotora de Justiça Miriam Balestro, da promotoria de Defesa dos Direitos Humanos, que a representação feita ao Ministério Público está em andamento para apurar as denúncias de tortura e discriminação que envolvem policiais militares do 11º BPM. “Vamos ouvir moradores e os dois brigadianos acusados. Também buscaremos os detalhes da denúncia já encaminhada pela comunidade ao Comitê Estadual Contra a Tortura. Caso se comprovem os fatos relatados pelos quilombolas, o Estado poderá ser acionado por racismo institucional”, disse a promotora. Para a coordenadora do Movimento Negro Unificado, Sílvia Vieira, “a comunidade é formada por trabalhadores e trabalhadoras. Continuamos vigilantes para que o respeito e os direitos humanos sejam preservados”, garantiu.
 
Lorivaldino Silva, presidente da Associação do Quilombo Silva, espera que os policiais militares que vêm amedrontando a comunidade sejam punidos. “Queremos justiça para que outras comunidades pobres, porém honestas, não sejam vítimas da discriminação racial e social”, disse. Ivonete Carvalho, diretora da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, também esteve na reunião com representantes do governo do Estado. O governo federal analisa a possibilidade de cercamento da área quilombola titulada pelo Incra como o primeiro Quilombo Urbano do Brasil.
 
Nas noites dos dias 24 e 25 de agosto, moradores foram agredidos por policiais militares. O quilombo chegou a ser invadido por Pms, inclusive com a polícia discreta. Um morador foi levado algemado para um posto policial no bairro Chácara das Pedras e obrigado a ficar mais de uma hora ajoelhado. Nesta quinta-feira (09), um ato público contra o preconceito racial será realizado em Porto Alegre. Os movimentos sociais e a comunidade do Quilombo Silva se reúnem às 14h em frente ao Incra, na Avenida Loureiro da Silva. A caminhada segue até o Palácio Piratini, na Praça da Matriz.
 

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