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Assessoria de Comunicação do SINDPREVRS

Sem servidores, novas agências do INSS não abrem

Criado em 2008 para ampliar e agilizar o trabalho feito pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Plano de Expansão da Rede de Atendimento ainda segue a passos lentos no Paraná. Em quase três anos, apenas quatro das 38 novas agências previstas para o estado estão em funcionamento – Campina Grande do Sul, Lapa, Pinhais e Paiçandu. Em outras sete cidades, as instalações físicas já estão prontas, mas permanecem fechadas por falta de funcionários e equipamentos.

É o caso da agência de Astorga, no Noroeste. As obras foram concluídas no final do ano passado, no entanto, o local que poderia atender cerca de 6,5 mil beneficiários por mês ainda não foi inaugurado. A situação é mais crítica no Norte Pioneiro. As unidades de Andirá, Arapoti e Cambará aguardam a inauguração desde o final de 2009. Enquanto isso não ocorre, cada uma das outras três agências da região absorve uma demanda mensal de quase 4 mil pessoas.
O prejuízo também recai para moradores de outras cidades, como Wenceslau Brás – a 35 quilômetros de Arapoti –, onde muitos beneficiários da Previdência Social precisam se deslocar quase 60 quilômetros até a agência mais próxima, em Jaguariaíva ou Ibaiti.
 
Essa é a rotina da trabalhadora rural Anália Ferreira Nogueira, 60 anos, que há cinco anos enfrenta uma viagem de ônibus de mais de duas horas para tentar receber o seu benefício. “Não sei se a minha aposentadoria já teria saído se tivesse uma agência mais próxima, mas, ao menos, teria economizado dinheiro e tempo sem correr riscos”, avalia.
De acordo com a gerência executiva do INSS em Londrina, cada uma das novas agências do Norte Pioneiro custou cerca de R$ 900 mil. Para o prefeito de Cambará, José Salim Haggi Neto (PMDB), a agência fechada representa prejuízo para a cidade. O político disse que já esteve em Brasília pedindo uma solução para o problema, mas até agora não houve resposta. “Estou apelando para os deputados federais da base do governo. Não é possível que uma obra que custou tanto dinheiro esteja pronta, mas parada”, critica Haggi Neto.

Por: SINDPREVS – PR

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