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Assessoria de Comunicação do SINDPREVRS

Marcha mostra força, governo não negocia e servidores prometem greve

 

 

 Na manhã de terça-feira (05), uma grande marcha convocada por trinta e uma entidades de servidores públicos federais, entre elas a Fenasps, tomou conta das ruas e ministérios em Brasília.

A marcha que contou com mais de 15 mil pessoas, entre eles uma comitiva do SINDISPREV-RS representada por servidores federais da Saúde, Ministério do Trabalho (SRTE) e INSS do Rio Grande do Sul, que reivindicam melhorias salariais, melhores condições de trabalho e qualidade no atendimento à população.

A manifestação teve início em frente à catedral seguindo pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Palácio da Alvorada, onde diversas categorias pediam a presidente Dilma Rousseff para que atendesse as reivindicações dos servidores, entre eles a dos professores universitários em greve apoiados por estudantes que reivindicavam mais verbas para educação. Os manifestantes também vaiaram a presidente Dilma, exigindo respeito e o atendimento imediato das reivindicações dos servidores federais.

Depois os manifestantes em marcha foram até a frente do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), onde exigiram que uma comissão formada por diversos representantes de categorias de servidores fossem recebidos pela Ministra Miriam Belchior, o que não aconteceu. Segundo o diretor do SINDISPREV-RS, Joel Soares “a falta de respeito com os trabalhadores, o descaso com a população no caso da saúde e da educação passa a ser a cara do governo Dilma”. Joel explica: “que mesmo assim, a marcha atingiu seu objetivo que era denunciar e mostrar à população a cara do governo, ou seja, um governo que não respeita ninguém, que não negocia e que não quer saber das demandas do povo brasileiro. Além disso, mostramos nossa força nessa marcha e a nossa capacidade de lutar”.

Após os trabalhadores da Saúde e do Ministério do Trabalho se dirigirem para frente do Ministério da Saúde, na parte da tarde, uma Comissão de Representantes dos Estados presentes na atividade foram recebidos pelo assessor do ministro Alexandre Padilha, Sr. Luciano e o Secretário Geral do Ministério Marcos Damasceno.
Os representantes dos trabalhadores explicaram os motivos da pressão exercida em frente ao Ministério, isso estava acontecendo, pois buscavam uma resposta para a proposta de Reordenamento das Tabelas da Seguridade Social, apresentada ainda no mês de março ao ministro Padilha. Marcos Damasceno alegou que esta atribuição de reajustamento de tabelas ou debate sobre política salarial não é atribuição do Ministério da Saúde e, que a apresentação deste trabalho da Mesa de Negociação causou um constrangimento dentro do governo.
Apos um longo debate com representantes do ministro, os membros da Comissão manifestaram que há uma grande expectativa de que a tabela da Seguridade Social venha a ser reajustada nos moldes do Seguro
Social. Também disseram que buscavam apoio entre os ministros da Saúde, do Trabalho e Emprego e da Previdência, para que este debate transite dentro do governo. No final da reunião ficou de ser agendada uma audiência com participação das entidades que compõem a Mesa de negociação e a possibilidade dos ministros participarem.
Segundo os membros da Comissão foi muito importante a atividade desenvolvida em frente ao Ministério da Saúde e a necessidade de preparação de uma greve do setor da Saúde e Trabalho durante a campanha salariais dos servidores públicos federais.

Depois de um dia de mobilização e protestos a categoria realizou no final da tarde a Plenária Nacional dos Servidores Federais, para avaliar as atividades do dia e dar continuidade as mobilizações, agora com a possibilidade real de outras categorias de servidores aderirem à greve como única maneira de serem respeitados e terem suas reivindicações atendidas.

 

 

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